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Folclore é nascer um sorriso quando se anuncia um Vira.
02Fev2018 10:37:38
Publicado por: José Pernicas Silva

Folclore é nascer um sorriso quando se anuncia um Vira.

Artigo de opinião.Por. Eduarda Ferreira

Eduarda_ferreira.jpgChega a sexta-feira, o dia do “Santo Alívio” para a maioria dos mortais deste mundo. Mas para uma minoria, a elite dos apaixonados pelo Folclore, é o dia para se reunirem e dar mais um pezinho de dança, umas gargalhadas, trocar confidências e inculcar a tradição aos herdeiros do futuro, os mais pequenos.  Chega o dia em que a nossa Casa do Povo abre as portas para albergar as melodias que percorrem todos os cantos e às vezes, no auge do verão, as mesmas escapam-se pelas janelas abertas despertando o interesse até dos mais leigos.

  Começo assim por proferir que, quem tem o Folclore nos pés, tem arte no coração, tem o gosto no sorriso e tem o respeito pelo dom que é dignificado sempre que se enverga um traje. E, fazer parte de um Grupo com tanto valor como o nosso, é dar continuidade uma tradição, a um legado que comemora precisamente trinta anos de existência, que vai levando o nome e a riqueza de Carapeços de norte a sul deste jardim à beira mar plantado. Como tudo da vida dos humanos tem altos e baixo, o Rancho Folclórico de Carapeços já teve também os seus dias dourados e também aqueles dias de descanso e de recuperação.

 Neste momento,  este grupo tem vindo a permanecer na linha do sucesso, carregado de um ambiente de juventude raro neste tipo de grupos culturais. Os mais jovens são o motivo de alegria e bom ambiente nos ensaios e nas atuações, os responsáveis por travessuras e gargalhadas que vão aquecendo os corações dos mais sábios. E, por falar em mais sábios, é imperativo mencionar que sem eles um Rancho Folclórico como o de Carapeços nunca seria tão rico e tão cheio de vida.  Atualmente, o Rancho Folclórico de Carapeços está a passar por uma fase de progresso, onde todos os membros estão a fazer o esforço de remar a favor da maré e levar sempre o nosso grupo a bom porto.

Enveredando pelo lado mais emocional, o Folclore é motivo de alegria. Folclore é ter o friozinho da barriga antes de cada atuação. Folclore é nascer um sorriso quando se anuncia um Vira. Folclore é quando sai um soco do pé e, mesmo assim, se dança com alma e atitude. Folclore é ter a vaidade de rodar uma saia ou bater o pé com finca e com ritmo. Folclore é dançar ao som da concertina e de uma voz perfeitamente afinados e em sintonia.  O Folclore é um pedaço de cultura que deve ser sempre valorizado, respeitado e vivido por todos aqueles que o vêm como uma fonte de orgulho. Orgulho é a palavra mais indicada para descrever o pensamento geral dos membros, que sempre estão dispostos a vestir um traje e viver uma tarde de sábado ou de domingo recheado de cor, música e tradição. Orgulho é o sentimento que cada um devia reconhecer estando em cima do palco ou fazendo parte do público. Porque, uma certeza eu tenho: o Folclore identifica os antepassados de toda a gente, fazendo com que nos una por um simples motivo que é reviver a vida deles. Uns dançando e outros batendo palmas. Mas como já ouvi imensas vezes pelas vivências folclóricas: quem gosta, assiste. Quem ama, dança. E a todos aqueles a que o Folclore desperta este sentimento enraizado nestas palavras, fica o convite para vir partilhar os dias de “Santo Alívio” connosco.

               

 

 



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